sexta-feira, 28 de setembro de 2012

28/09/2012



Ela pinta as unhas de vermelho quando quer. Mas, também, sabe deixar as unhas em cacos quando dá vontade. Esbanja esquisitices ao falar dos seriados prediletos. E bebe cervejas no bar, como homens. Ela ri de palavrões e de piadas de humor negro. Mas, também, se derrete mais do que picolé em frigideira quando recebe um SMS romântico. Ela acorda, escova os dentes de quem já usou aparelho, toma chocolate quente, se arruma e vai trabalhar. Fala do tempo, do futebol, dos seriados, dos livros, da faculdade, das crises de existência e da falta de tempo. É estranha, também. Corta o cabelo a cada 8 meses e gosta de comer polenguinho e brigadeiro de panela. Gosta de músicas que ninguém conhece e chora com as histórias tristes de animais. Não sabe usar o celular. Costuma atender as ligações somente após a quarta tentativa de chamada. Não, ela não ignora, ela só perde tempo procurando o celular na bolsa..Existe um “muro de Berlim” que apenas 1 conseguiu ultrapassar. Ela sorri com o canto de boca e me pergunta se valeu a pena?.. o silencio já responde, ela olha com teus olhos verdes escuro..e diz que ela só espera que ele perceba o quanto ela é diferente.

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